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A formação permanente na SEDF: tempo de mudanças?

12 de março de 2013



A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua actividade docente. Esta actividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes. Sua experiência docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. (Carta de Paulo Freire aos Professores)”


Recentemente, o professor Mário Bispo publicou o texto “Por uma política de estado para a seleção e formação de educadores” no Blog do Washington Dourado, na qual expõe sua preocupação com a formação dos/as professores/as e orientadores/as educacionais que atuam (e/ou vão atuar) na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF). No seu texto, ele argumenta a favor de algumas mudanças nos processos seletivos para professores/as que vão atuar na SEDF, seja os processos simplificados para professor/a temporário, seja nos concursos públicos. 

Dentre essas mudanças, o professor Mário Bispo destaca que os conteúdos dos processos seletivos simplificados e dos concursos públicos estão muito aquém do que se espera em uma seleção de profissionais de educação (professor/a e orientador/a). Cobram-se conteúdos como “direito administrativo com uma ênfase exagerada em processos legais em detrimento do item relativo ao próprio regime jurídico dos servidores públicos” (p. 1). Além disso, a prova de atualidades não faz “nenhuma questão concernente às atualidades educacionais” (p. 1). 

Outro ponto, talvez o mais polêmico, é em relação à falta “de provas discursivas e provas práticas em um concurso para professor” (p. 1), tal como ocorre em outros Estados brasileiros. O professor Mário Bispo questionou por que são exigidas provas práticas para os candidatos de língua estrangeira e música e não se faz essa mesma exigência para os/as candidatos/as aos cargos de Sociologia, Filosofia, Artes, Matemática, Atividades, dentre outros. Talvez por conta do que ele mesmo argumenta a favor: por falta de uma política de estado para a seleção e formação de educadores.

Em seu texto, concordo com seus posicionamentos sobre os conteúdos previstos nessas provas, ou a falta de conteúdos que talvez devessem ser priorizados em invés de outros. No entanto, não me arrisco a dar minha opinião sobre as provas práticas (ainda), pois vejo que é uma discussão atual, pelo menos no âmbito do DF e ainda não tenho uma posição definida em relação a isso. Contudo, concordo que a SEDF tem uma “cultura institucional própria”, com muitos documentos, diretrizes e práticas que precisam ser incorporadas pelos/as novos/as professores/as e pelos professores/as em regime de contratação temporária.  

Por isso mesmo que venho “endossar o caldo” e ampliar as reflexões que o professor Mário Bispo fez, mas no sentido de refletir sobre a formação permanente desses/as professores/as. Mesmo que a ideia de formação permanente seja válida para superar as concepções de formação inicial e continuada (como destaquei na frase do Paulo Freire, lá no ínicio), vou focar mais na formação continuada (estamos acostumados/as a pensar nessa divisão!), visto que foi esse o tema que me despertou maior aflição e indignação nesses últimos tempos. Começarei pela formação ofertada pela EAPE para os/as novos/as professores/as nomeados/as e, por último, falarei sobre os cursos aceitos para progressão na carreira do Magistério Público do Distrito Federal. 

Inicialmente, considerei a proposta de formação dos/as novos/as professores/as nomeados/as louvável. Como disseram no próprio curso de formação, estes/as novos/as professores/as estão tendo o privilégio de fazer um curso de formação antes de entrarem na regência de classe, o que não ocorreu com muitos/as outros/as professores/as efetivos/as. De fato, o curso foi positivo, embora muito questionável também.  Quebrando minhas expectativas de formação, confesso assustei-me quando soube que o curso era só de 20 horas. Não apenas eu, outras colegas também[1]. Aí a primeira pergunta é: 20 horas são ideais para formar um/a professor/a?

Minhas expectativas eram que o curso tivesse mais horas (pelo menos 30 horas, para já contar na progressão por mérito) e que as reflexões fossem ampliadas em um ambiente virtual de aprendizagem, em que os/as novos/as professores/as pudessem debater mais sobre a legislação, direitos e deveres, orientações pedagógicas diante de situações problemas, a política educacional adotada pela SEDF, entre outros assuntos[2]. No entanto, para completar a minha decepção, além da carga horária ser ínfima, a atividade “online” disponibilizada para cumprir às 8 horas restantes da formação se resumiu no estudo do Projeto Político Pedagógico (PPP) Professor Carlos Mota e do PPP da unidade escolar. E o mais problemático a meu ver: fizerem duas questões objetivas e uma questão dissertativa para “avaliar esse estudo”

Aí pergunto, como o professor Mário Bispo, e amplio: como desenvolver a “habilidade (prevista nas normas da SEEDF) de redigir projetos que favoreçam o desenvolvimento pessoal e social do\a aluno\a", se a própria SEDF exige, na própria formação que oferece, que se dê “qualquer tipo de resposta” em uma atividade que deveria envolver estes/as novos professores/as e exigir uma reflexão mais aprofundada?

Por fim, gostaria de falar sobre os cursos para a progressão na carreira do Magistério Público do Distrito Federal. Vejamos o que diz o artigo 31 da Portaria Nº. 255, de 12 de dezembro de 2008, que disciplina sobre a aplicação da Lei nº. 4.075, de 28 de dezembro de 2007, que dispõe sobre a Carreira Magistério Público do Distrito Federal:

31. Os cursos de atualização, aperfeiçoamento e formação aceito s para fins de concessão da progressão por mérito serão ofertados pela EAPE, instituições de ensino superior devidamente reconhecidas pelo MEC, entidades classistas  representativas dos servidores da Carreira Magistério Público do Distrito Federal, bem como por instituições credenciadas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal”.
31.1. Os cursos de que trata o item 31 devem perfazer um total de 180 (cento e oitenta) horas, sendo que pelo menos um curso deverá ter carga horária mínima de 90 (noventa) horas e os demais de, no mínimo, 30 (trinta) horas.
31.1.1. Para completar as 180 (cento e oitenta) horas previstas no subitem 31.1, o servidor poderá utilizar certificados de cursos, congressos, conferências e seminários, desde que os mesmos tenham carga horária mínima de 30 (trinta) horas.


Olhem só! Talvez esteja me metendo onde não devia (muit@s amig@s vão me falar isso, eu já sei!). Claro que como todo/a e qualquer professor/a, interesso-me pela progressão na carreira, principalmente, devido às recompensas financeiras e, também, claro, pelas vantagens de ser um/a professor/a bem qualificado/a. No entanto, fiquei muito triste em descobrir como é o modelo da maioria dos cursos de formação continuada para professores/as de grande parte das instituições credenciadas pelaSecretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Antes de qualquer coisa, quero salientar que tenho experiência na área de educação á distância e formação especializada e acredito que a educação à distância não é “moleza”, como muit@s pensam. Em alguns casos é até mais “puxada” que o presencial. 

Dito isso, percebi que os cursos ofertados pelas instituições credenciadas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal são baseados no modelo de educação à distância, porém no modelo que predominou na primeira geração da EAD, em que existiam os cursos por correspondência: você compra o material de estudo, estuda e marca X nas questões avaliativas. Não é que aqui, e lá no curso que falei de formação da EAPE, volta à pergunta feita pelo professor Mário Bispo: será que uma prova objetiva de marcar X é suficiente para avaliar o domínio de tais capacidades? 

Concordo que muitos cursos podem ser feitos nesse modelo, pois são cursos de domínio teórico, voltados a aquisição de conhecimentos. Porém, nos cursos voltados para a aquisição de competências e habilidades, como os cursos da área de educação especial e inclusiva, fiquei pensando de novo: como pode um curso de marcar X lhe habilitar para assumir uma turma de Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), por exemplo? 

Infelizmente, é isso que acontece. Como uma amiga me disse: “é o famoso apostilão”. Diante dessas questões, começo a entender porque muit@s professores/as desistem de fazer cursos de formação “continuada” que exigem uma reflexão aprofundada sobre determinados conteúdos: pois são cursos que “cobram” demais, são “puxados”. Para que me dedicar a um curso, se eu posso comprar um apostilão? Então, também considero fundamental repensar a formação!


[1] Embora alguns se questionaram da proposta da atividade “online” do curso, que se resumia em perguntas simples, duas objetivas e uma dissertativa, outros colegas gostaram. Como disseram na Comunidade dos Professores Aprovados, “ótimo, menos trabalho kkkkk” (professora), ou “Eape, bah, todo mundo faz este curso. Chato e enrrolativo” (professor).
[2] Minha colega de trabalho que foi empossada no ano passado disse-me que o curso que fez de ingresso na carreira também não foi legal, pois eram feitas perguntas para os/as formadores/as no ambiente virtual e elas não eram respondidas. Parece-me que no ano passado utilizaram o ambiente virtual e talvez por essa problemática e por outras que não sei, decidiram não utilizar esse modelo neste ano de 2013.

Xote dos desconvocados

31 de janeiro de 2012



"Pensei pensei que ia melhorar, pensei pensei, mas agora não sei mais...
Eu votei no Agnelo com esperança de mudar..." ♫♫♫♫



Um ano de desconvocação dos professores



No dia 20 de janeiro de 2011, ocorreu o fato histórico das “desconvocação” de 1545 professores/as da SEDF. Vale a pena relembrar e manter viva essa memória da política educacional do DF. Em 2011, apesar da alteração da Lei Orçamentária, de 400 vagas para 1440, não houve convocações dos aprovados no Concurso Público. Quer dizer, continuaram com a política da contratação de professores temporários para cobrir vagas efetivas.



A falta de professores na SEDF continuará em 2012...

12 de janeiro de 2012





A reportagem do DFTV não é animadora. O problema da falta de professores promete continuar em 2012. A situação também é crítica, pois parece que a solução desse problema será feita mediante a contratação de professores temporários. Os aprovados no último concurso da SEDF de 2010 aguardam ansiosamente há um ano pela nomeação ou pelo menos pela reparação do erro administrativo do início de 2011, em que a SEDF convocou e, longo em seguida, desconvocou mais de mil professores. Estarei publicando mais informações nos próximos meses...

Um concurso, mais de quatro mil aprovados: histórias sobre a política 'educacional' do Distrito Federal

2 de novembro de 2011


Preciso falar um pouco sobre Secretaria de Educação do Distrito Federal, considerando as mudanças e disputas políticas que acontecem por aqui, mas principalmente por ser um dos aprovados no último concurso de 2010. Veja bem! Vou recapitular essa(s) história(s). Começo lembrando mais ou menos como estava o contexto político do Distrito Federal até a autorização do concurso para professores em 2010. Em novembro de 2009, descobrimos a “caixa de pandora”, o “mensalão do DEM” e, diante do “sigilo” dos outros vídeos, só após dois anos iniciamos a discussão sobre a cassação da Jaqueline Roriz (que parece ter sido o único bode expiatório – e ainda absolvido).
O restante do pessoal envolvido está ‘preventivamente afastado’. Não se sabe que fim chegou às investigações, nem possíveis punições. Talvez arquivadas. Contudo, não esquecemos o que aconteceu. Arruda fez show, foi preso, renunciou e agora vive como um “cidadão comum” fora da “vida pública”. Paulo Otávio assumiu, mas não demorou e pediu para sair.  Roriz nem se fala. Melhor pular. Quem vai governar o DF? Para atender a necessidade e “mudar o cenário”, dentro das leis, Rogério Rosso foi eleito como ‘tapa buraco e otras cositas más’ por todos os deputados citados e envolvidos na Operação Caixa de Pandora. No dia 23 de abril de 2010, Rosso homologa uma resolução autorizando a contratação de 400 vagas para o cargo de Professor de Educação Básica da Carreira Magistério Público do Distrito Federal.
Para esse concurso foi escolhida, por meio de licitação, a Universa. No dia 02 de junho de 2010, saiu o Edital Normativo 01/2010. Quando começaram as inscrições, a propaganda que rendeu 35 mil e 777 inscrições era de 400 vagas imediatas e 4 mil e 412 oportunidades para formação de “cadastro reserva”. No edital, não se usou o termo cadastro reserva, mas informou que, em algumas áreas, seriam classificados os candidatos até 15 vezes o número de vagas previsto para cada componente curricular.
No dia 19 de setembro de 2010 ocorreu a prova. Depois, as provas orais, práticas e de títulos de acordo com as áreas. No dia 03 de janeiro de 2011 saiu à homologação do resultado final. Passando pelos critérios das provas objetivas e provas de títulos, foram classificados um grande quantidade de professores (perto dos 5 mil). Para o meu componente curricular, chamado Atividades, e com carga horária de 40 horas, foram aprovados e classificados 1817 pessoas. Estou na posição 969.
No mesmo momento, Rogério Rosso autorizou a realização de um ‘processo seletivo simplificado’, sem licitação, para a seleção de 6 mil e 500 vagas de professor temporário para substituir os casos previstos em lei de licenças, férias, etc e tal. Começou a se constituir um movimento organizado na forma de Comissão de Aprovados 2010 para questionar e requerer as nomeações decorrentes do “concurso público”. No dia 21 de janeiro mais ou menos 1 mil e 544 candidatos foram convocados e desconvocados imediatamente. Sim, no mesmo dia. Muitos chegaram a salvar o “Aviso da convocação”. Quando outros foram procurar no site da SEDF, não estava mais no ar.
A justificativa logo foi “criada”. Era só um aviso, sem validade, pois não estava publicado no Diário Oficial. Mas muitos receberam os telegramas com os horários para apresentação. Muitos saíram do emprego. Uma confusão. Um prato cheio para a oposição. Também disseram que não estava prevista aquela quantidade de nomeações na lei orçamentária. Foi a Secretaria de Planejamento, Administração Pública, Fazenda, ou coisa assim que barrou. Apesar dos entraves, os seis (6) mil e 500 temporários rapidamente foram chamados. Mesmo com o termo de ajuste de conduta regulado pelo Ministério Público do Distrito Federal sobre a quantidade de contratações temporárias, que não poderia atingir 6.500, o GDF contratou 6.534 professores temporários.
A partir de então, a Comissão de Aprovados 2010 se consolidou. Reuniões, protestos, passeatas, manifestações e denúncias se intensificaram. As denúncias do DFTV até a pouco falavam de falta de professor, falta de professor, falta de professor.  Uma saturação. Uma notícia diária, sem resolução. Junto ao Sinpro/DF, aos deputados/as e ao Governo, a Comissão de Aprovados 2010 se articulou e está se articulando: atrás de respostas, nomeações, participando de audiências públicas e planejando outras inúmeras atividades.
O mais engraçado foi o que aconteceu comigo, mas outros colegas também passaram por isso. Estava eu em meus exatos 5 meses dando aulas para a 3ª série (queria muito mesmo entender na prática os “novos anos” do ensino fundamental), com contrato até o dia 19 de dezembro de 2011, em substituição à professora que está de licença por mandato eletivo, como coordenadora, que permanece exercendo suas atividades na escola, quando de repente surge um efetivo e “escolhe” a minha turma para lecionar. Sou devolvido para o Banco de Reservas, com a eficácia do contrato suspensa até nova chamada. Apesar de falarem que “efetivo” tem prioridade na “carência” e lá lá lá, fiquei literalmente sem entender. E onde estava esse efetivo?
E como poderia haver “carência” se eu estava substituindo uma professora que permanece na escola e é lotada lá? Nem os diretores souberam explicar: “isso acontece”, “coisas da DRE”, “te acharam”, “vai entender”, “prejudica o trabalho que vem desenvolvendo”. Fui tentar entender isso. Lei 8.112, CLT, etc. Descobri que é estranha mesmo a forma como os professores temporários são contratados. Não se sabe bem ao certo. São usadas umas três leis, aplicadas de forma diferencial para “contratos” e “efetivos”. No fundo “contratos” ficam regidos e julgados apenas pela Previdência Social, apesar de existir exceções conquistadas na/pela justiça.
Tudo isso em um momento em que, há poucos meses, presenciamos o “pedido” de demissão da professora Regina Vinhaes, que coordenou a SEDF por 8 meses. Escutamos da boca da Regina Vinhas e do ex-secretário adjunto Erasto Fortes que a Secretaria de Administração Publica do DF já tinha dado sinal verde para a nomeação de 1000 professores “a partir de setembro”. A notícia foi recebida, como sempre pelos aprovados, tanto de forma otimista quando de forma pessimista. Contudo, todos desejavam que isso ocorresse, mas não ocorreu.
Com Regina Vinhaes deixando “a pasta”, assume Denilson Lopes que, por sinal, estava anteriormente na Secretaria de Administração Pública.  Aqui cabe uma pergunta: será que era ele quem estava “impedindo” as nomeações dos aprovados lá na Adm. Pública? E agora que está a frente da Secretaria de Educação, o que fará? Com base em notícias, parece que ele veio mesmo para a Educação barrar as nomeações porque, ao contrário de Regina Vinhaes, ele afirma que não ocorrerá mais nomeações em 2011. O argumento utilizado baseia-se na história da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe um limite de gastos com pessoal no âmbito da Adm. Pública. Segundo informações, o GDF estaria no chamado “limite prudencial”, sendo necessário aguardar avaliações do último quadrimestre (algo assim, veja reportagem do G1!) para pensar a possibilidade de novas nomeações.
O argumento até ‘acalmou’ um pouco os ânimos dos aprovados, que continuam mobilizados em busca das nomeações sonhadas e merecidas. Entretanto, na última segunda-feira, 31 de outubro de 2011, assistimos a nomeação de 1.147 servidores para a Saúde. Uai, a LRF é uma normativa válida apenas para as nomeações da educação? Dizem que a nomeação ocorreu porque os aprovados da saúde ‘radicalizaram’ e nós professores, como somos ‘besta quadradas’, ficamos só assistindo e se ocupamos pistas e avenidas em protesto somos chamados de “bardeneiros”. Como somos da educação, preferimos a reputação. Ossos do ofício.
Enfim, não quero me alongar mais. Essa história é apenas para contar sobre esse jogo político difícil de assimilar, mesmo eu tendo aulas práticas e teóricas de política desde o começo desse ano. E nas escolas públicas, como temporário, sabe o que é pior perceber? – Professores já cansados do descaso com a educação e que, por falta de outros incentivos, não fazem mais que a obrigação de dar aulas, não pensam sobre pedagogia, didática, não tem tempo para estudar. Apresentaram-me até uma teoria que pretendo não introjetar, embora penso que ela faz muito sentido diante do quadro que acabei de desenhar: com cinco anos de casa, você relaxa, com dez anos, relaxa mais um pouco, com quinze está completamente relaxado. E a educação, ô!


Resumo: Só nomearam até hoje 334 professores e o déficit é de mais de mil, até onde sabemos, devido as aposentadorias levantadas de 2010 para cá (se não me engano). A Lei Orçamentária de 2011 foi alterada de 400 vagas iniciais para 1440, mas, pelo visto, não estão interessados em nomear até esse quantitativo. E a educação é prioriodade, viu! Para quem ficou sabendo agora desse quadro, outra informação importante é o compromisso assinado pelo Agnelo, durante a Campanha Eleitoral (Ver foto abaixo)!  Adicionem comentários com outros dados que desconsiderei em minha escrita, por postar essa história sem saturar minha composição de informações.



Até a imagem, embora seja verdadeira, não consegue ficar "transparente". Sinal de descompromisso!?
Assinatura falsa?

O esperado concurso da Secretaria de Estado de Educação do DF finalmente saiu

7 de junho de 2010

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal (Seplag/DF) lançou nesta segunda-feira (7/6) o edital de abertura do concurso que irá oferecer 400 oportunidades para professor de Educação Básica do magistério público. As informações estão no Diário Oficial do DF, na página 83, que podem ser acessadas no hiperlink acima.

A seleção será organizada pela Fundação Universa e constará de prova objetiva, prova oral, prova prático-oral e avaliação de títulos e de experiência profissional. A primeira etapa está marcada para o dia 12 de setembro. Para participar, é necessário ter licenciatura ou bacharelado nas áreas oferecidas, de acordo com o cargo que será disputado.

Há chances nos componentes curriculares de Atividades (Pedagogia), Administração, Artes, Biologia, Contabilidade, Eletrônica, Farmácia, Filosofia, Fisioterapia, Informática, Francês, Inglês, Espanhol, Língua Portuguesa, matemática, Música, Odontologia, Psicologia, Sociologia e Telecomunicações.

As inscrições poderão ser feitas dos dias 21 de junho a 29 de julho, pelo site www.universa.org.br ou na Central de Atendimento ao Candidato da organizadora, que fica no SGAN 609, módulo A, Asa Norte, Brasília (DF). A taxa de participação varia de R$ 58 a R$ 73. Os interessados devem optar por uma jornada de trabalho de 20 horas semanais (salário de R$ 1.381,67) e dedicação exclusiva (R$ 3.720,24).

Até o momento de publicação desta matéria, a empresa organizadora ainda não havia disponibilizado o edital de abertura em seu site.

Edital de Concurso para Orientadores Educacionais e Professores do DF deve sair no início de maio

27 de abril de 2010

Suspeita-se que a Secretaria de Educação irá lançar até o início de maio o edital para a realização de concurso público para professores e orientadores educacionais, uma reivindicação da categoria. A informação é da secretária de Educação, Eunice Santos, que se reuniu na manhã desta terça, 20, com a comissão de negociação do Sinpro. Neste encontro a paralisação do dia 16 de março foi negociada e as escolas já podem definir a reposição do dia letivo.


Já a reposição das horas não trabalhadas na compactação de horário do dia 15 de abril ainda está em processo de negociação. A orientação é de que o (a) professor (a) assine o ponto com as horas que efetivamente trabalhou naquele dia.

Ainda a respeito do concurso, ela adiantou que a empresa responsável pela organização será a Funiversa e há a possibilidade de que na prova de títulos possa ser incluído o tempo de trabalho como contrato temporário. Ela informou ainda que enviará à Câmara Legislativa projeto que altera as regras de interstício do contrato temporário, especificamente para permitir que contratos temporários que já estão trabalhando possam participar do próximo processo de seleção.

A secretária afirmou que as progressões estão atrasadas por conta do sistema de informática, mas se comprometeu a realizar esforços para regularizar a situação.

Comissão Paritária – Será instituída comissão paritária do Sinpro e Secretaria para discutir a montagem de um calendário para o gozo da licença-prêmio e para discutir a portaria 255/08, no que se refere à redução de carga horária após 20 anos de regência de classe, benefício que conquistamos com o nosso Plano de Carreira.

Pauta da campanha – A secretária se comprometeu a intermediar um encontro com o governador, de preferência no dia 27, às 15h, data que a assembleia definiu como dia de entrega da nossa pauta de reivindicações da campanha salarial de 2010/2011.

FONTE: Sinpro-DF

Prorrogadas as inscrições do concurso público para Orientadores Educacionais e Supervisores Pedagógicos de Valparaíso-GO


Estão prorrogadas até o dia 10 de maio de 2010 as inscrições para o concurso público para a Carreira de Orientador/a Educacional e Supervisor/a Pedagógico/a da Prefeitura Municipal de Valparaíso-GO. O salário inicial é de R$ 1.345,70 para ambos os cargos, com jornada de trabalho de 40h. Estão previstas 7 vagas para cada cargo.


Além dos conhecimentos básicos, a prova exigirá conhecimentos específicos quais sejam:

Conhecimento específico na área de atuação. Conhecimentos que condizem com a formação exigida no cargo. O significado histórico-social da Orientação Educacional: Origem e trajetória da O E no Brasil, Dimensões Filosóficas, Políticas, Sociais e Pedagógicas, Tendências e desafios atuais da Orientação Educacional. Campos de atuação e a prática do Orientador Educacional: A função do Orientador educacional, A Orientação Educacional em face à Legislação Educacional de País, A Orientação Educacional e as Formas Alternativas da Educação. A Orientação Educacional e a revolução teórica-prática da educação: A OE e a organização escolar, Ação integrada da OE, Nova dimensão da OE. A prática da supervisão escolar: reflexão e análise com base em princípios teóricos. A ação supervisora nos níveis e nas modalidades de ensino: educação infantil, ensino fundamental, educação especial e educação de jovens e adultos. Laboratórios de aprendizagens e brinquedoteca. O supervisor escolar no cotidiano da escola: reuniões, calendário escolar, conselho de classe, organização das turmas, entrevistas, formação continuada, questões de planejamento( PPP, planos de estudos, plano de trabalho e estudos de recuperação), avaliação,registros. Projeto de supervisão escolar para o ensino fundamental e educação infantil.

As inscrições custam R$ 70,00 e podem ser feitas no site do IBEG

As provas estão previstas para o dia 01 de agosto de 2010 das 14h às 17h.