Sair do armário que é o babado! Trazer a sexualidade do privado, colocá-la no público. Ressignificar o que é visto como normal e o que foi considerado anormal. Perceber que ninguém é normal. Entender que muitas coisas são construções culturais. Mudar o ponto de vista. Questionar o valor das palavras. Refletir sobre a importância das diferenças. Pensar na diferença sexual como uma construção social da realidade. Compreender a sexualidade como prazer, como vida, como política. Viver a sexualidade sem segredo. Fazer as subverções, feitas no privado, com mais frequência no público. Continuar vivendo, rompendo fronteiras pré-determinadas de sexo e sexualidade... @\o/@
Tirando a sexualidade do armário...
15 de julho de 2012
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Cleverson Domingos
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7/15/2012
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O outro eu que me assombra...
11 de julho de 2012
É. Tantos assuntos, informações, teorizações. Dominar e incorporar discussões históricas sobre quem somos e o que nos tornamos não é uma tarefa tão comum. Comum mesmo é criar narrativas sobre quem somos, quem nos tornamos, sem fazer uma reflexão sobre o que já falaram que somos e nos tornamos. Sim, é importante saber também como nos construíram socialmente e, até mesmo, cientificamente. Sim, o mundo é um quadro em que escrevemos nele palavras. E palavras tem poder. Isso vocês lembram! São as palavras que representam o mundo, aliás, são as palavras que formam o mundo! O que você é? O que é a realidade? Só saberemos responder a isso recorrendo a linguagem. Por isso, é importante dizer que a linguagem não é uma prática social neutra. Ela já comporta significados e sentidos. Ideologias e discursos socialmente construidos. É por isso que tem se tornado frequente dizer que o sujeito é discurso: aquilo que falam dele e aquilo que ele fala dele mesmo!
Nesse jogo talvez dialético da construção do sujeito (ou do eu), geralmente, esquemos o papel que o outro representa nessa história. Em tempos em que se discute a importância do reconhecimento da diferença, trazer o outro para a discussão do eu é fundamental, aliás, obrigatoriamente necessário. Compreendemos geralmente que o eu é algo original, distinto dos outros. Eu sou isso. Eu sou aquilo. Eu não sou assim. Isso. Eu não sou. Dizer que você é alguma coisa, necessariamente, implica dizer o que você não é. A identidade, portanto, é uma cadeia de negação de diferenças (Tomaz Tadeu da Silva, Stuart Hall e Outros). Se eu sou brasileiro, quer dizer que eu não sou inglês, europeu. Sacou? O eu só pode ser em relação ao outro. Eu e outro não são opostos, são interdependentes.
Pensar que a identidade se constitui na alteridade é, portanto, algo importante de ser refletido. O outro, embora não pareça, fornece os limites e as possibilidades para a construção do eu. O outro necessariamente faz parte do construção do eu. O outro é, geralmente, esquecido, parece que não faz parte do eu. É rejeitado. Mas essa rejeição não esconde o que está por trás do sujeito, mas o que internamente o constitui. O outro não é rejeitado apenas uma vez, porque o processo de construção da identidade é interminável. O outro nos assombra constantemente. Ele nos constitui. Fornece as bases e sustenção para o eu. Ou seja, o processo de construção da identidade esconde/revela o que fazemos com a diferença, a gênese mais profunda e fundamental eu. A diferença então não é tão rejeitada, ela é incorporada como rejeição. Assim é o 'outro' outro que aparece ou é o 'outro' reprimido que nos assombra? Negando o 'outro' eu não estaria negando eu mesmo? O outro não seria eu?
Viagem, viagens, subjetividades...Reflexões sobre eu e o meu outro.
Será que fiz uma 'boa' lição de casa ou um início de uma reflexão sobre o meu 'outro eu'? (risos)
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Cleverson Domingos
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7/11/2012
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Relações de gênero
Qual é o projeto de gênero da sociedade?
10 de julho de 2012
Gênero. Sexualidade. Categorias. Divisão do mundo. Cisão do sujeito. Homem. Mulher. Outr@ ininteligível. Diferenças. Marcas culturais. Desigualdades. Privilégios. Poder.
O vídeo abaixo é da Profª. Berenice Bento que discute sobre as relações e estruturas sociais de gênero, pensando sobre a educação e o projeto de gênero da sociedade.
Segundo ela, é fundamental discutir as leis anti-discriminação, mas também é necessário repensar a socialização de meninos e meninas na sociedade.
"...Tem um outro lugar, muito bem protegido, fechado a sete chaves, que a gente precisa arrombar essa porta..." (Berenice Bento)
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Cleverson Domingos
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7/10/2012
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Aprender com o outro, o eu...
9 de julho de 2012
Essa vida é surpreendente. Apresenta-nos desafios e problemas. Mobiliza-nos a resolvê-los. Nesses últimos meses, estamos vivendo um momento de 'terapia familiar' aqui em casa. Meu tio que pode ser considerado 'um alcoolatra' (embora talvez não seja legal designar) despertou essa terapia. Ou seja, a diferença (ou aqueles/as que nomeamos como diferente - sim, desde cedo, entendo [pelos outros] meu tio como alguém diferente) propicia uma série de aprendizagens. Hoje, por exemplo, refletimos não somente sobre ele e sua condição. Fizemos uma reflexão sobre “nós”, sobre a nossa família, sobre a nossa maneira de olhar e compreender o mundo. Falamos de julgamento social, preconceitos, posições e papéis sociais (incluindo o papel da mãe e do pai na educação dos/as filhos/as), a pressão social em relação ao trabalho e a assunção da responsabilidade, a juventude e o que tem sido chamado pela mídia de ‘geração canguru’, problemas da infância, felicidades, bem, inúmeras outras coisas.
Hoje, dormiremos mais conscientes de que não é preciso apenas compreender o outro, mas também é necessário, nesse processo e nessa vida, aprendemos a identificar nossas próprias características, nossas formas de pensar e agir e, talvez, pensar e adotar outras formas. Hoje sinto que crescemos mais na terapia. Aprendemos a nos olhar também. Aprendemos a identificar, talvez, possíveis formas de tratamento do Outro que não favorecem a sua própria “libertação”. Enfim, aprendemos alguma coisa. Tentaremos, então, diante disso, agir talvez de uma forma diferente da qual fizemos até agora. É um processo interminável. Sabe aquela fórmula da ação-reflexão-ação permanente? Pois é, algo assim. Hoje, pensamos que, talvez, ao invés de tentarmos resolver o 'problema do outro', de repente, precisamos (também) encarar e solucionar os nossos próprios problemas. É, aprendizagem é o lema da vida e o encontro com o Outro, além de empatia, acolhimento e quebra de preconceitos, é um processo que pode muito bem “mudar a gente mesmo”. E assim vamos vivendo e aprendendo...
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Cleverson Domingos
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7/09/2012
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Relações de gênero
Blog Ensaios de Gênero
2 de maio de 2012
Olá amig@s que leem meu blog!
Hoje, venho aqui trazer uma sugestão de leitura de um Blog, escrito por garotos lindos e inteligentes. O Blog Ensaios de Gênero.
Um blog fundamental para pensar corpos, gêneros e sexualidades!
Tenho gostado muito das reflexões que são feitas nele.
Passem por lá e explorem! Vale muito a pena!
Abraço grande!!! :-)
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Cleverson Domingos
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5/02/2012
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Xote dos desconvocados
31 de janeiro de 2012
"Pensei pensei que ia melhorar, pensei pensei, mas agora não sei mais...
Eu votei no Agnelo com esperança de mudar..." ♫♫♫♫
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Cleverson Domingos
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1/31/2012
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Concursos
Um ano de desconvocação dos professores
No dia 20 de janeiro de 2011, ocorreu o fato histórico das “desconvocação” de 1545 professores/as da SEDF. Vale a pena relembrar e manter viva essa memória da política educacional do DF. Em 2011, apesar da alteração da Lei Orçamentária, de 400 vagas para 1440, não houve convocações dos aprovados no Concurso Público. Quer dizer, continuaram com a política da contratação de professores temporários para cobrir vagas efetivas.
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Cleverson Domingos
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1/31/2012
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